ERA UMA VEZ O CINEMA


O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)

cover O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

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País: França, 122 minutos

Titulo Original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain

Diretor(s): Jean-Pierre Jeunet

Gênero(s): Comédia, Romance

Legendas: Português,Inglês, Espanhol

Tipo de Mídia: Cópia Digital

Tela: 16:9 Widescreen

Resolução: 1280 x 720, 1920 x 1080

Avaliação (IMDb):
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8.3/10 (665065 votos)

DOWNLOAD DO FILME E LEGENDA

PRÊMIOS star star star star star

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Roteiro Original (Jean-Pierre Jeunet, Guillaume Laurant )

Prêmio de Melhor Design de Produção (Aline Bonetto)

Prêmios Leão Tcheco, Praga, República Tcheca

Leão Tcheco de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Jean-Pierre Jeunet)

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Direção (Jean-Pierre Jeunet)

César de Melhor Design de Produção (Aline Bonetto)

César de Melhor Filme (Jean-Pierre Jeunet)

César de Melhor Música escrita para um Filme (Yann Tiersen)

Academia do Cinema Europeu

Prêmio do Público de Melhor Diretor (Jean-Pierre Jeunet)

Prêmio de Melhor Direção (Jean-Pierre Jeunet)

Prêmio de Melhor Fotografia (Bruno Delbonnel)

Prêmio de Melhor Filme (Jean-Marc Deschamps, Claudie Ossard)

Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França

Prêmio de Melhor Filme (Jean-Pierre Jeunet)

Prêmios Goya - Academia Espanhola, Espanha

Goya de Melhor Filme Europeu (Jean-Pierre Jeunet)

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Filme em Língua Estrangeira do Ano

Festival Robert de Copenhague, Dinamarca

Robert de Melhor Filme Não Americano (Jean-Pierre Jeunet)

Festival Internacional de Toronto, Canadá

Prêmio Escolha do Povo (Jean-Pierre Jeunet)

Prêmios Amanda - Festival de Haugesund, Noruega

Amanda de Melhor Filme Estrangeiro (Jean-Pierre Jeunet)

Associação dos Críticos de Cinema de Chicago

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Festival Internacional de Cinema de Chicago

Prêmio do Público (Jean-Pierre Jeunet)

Festival Internacional de Cinema de Edimburgo, Escócia

Prêmio do Público (Jean-Pierre Jeunet)

Círculo de Críticos de Cinema da Austrália

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Círculo dos Críticos de Cinema da Flórida, USA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Prêmios Guldbagge, Suécia

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Círculo dos Críticos de Cinema de Kansas City, USA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Festival Internacional de Karlovy Vary, República Tcheca

Prêmio Globo de Cristal (Jean-Pierre Jeunet)

Prêmios Lumière, França

Prêmio Lumière de Melhor Filme (Jean-Pierre Jeunet)

Prêmio Lumière de Melhor Roteiro (Jean-Pierre Jeunet, Guillaume Laurant)

Prêmio Lumière de Melhor Atriz (Audrey Tautou)

Festival Norueguês do Cinema Internacional, Noruega

Prêmio Silver Clod de Melhor Filme Estrangeiro do Ano (Jean-Pierre Jeunet)

Sociedade dos Críticos de Cinema de San Diego, USA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios Sant Jordi de Barcelona

Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Audrey Tautou)

Sociedade dos Críticos de Cinema de Phoenix, Arizona, USA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Sinopse: Escrita por Guillaume Laurant, a história gira em torno de Amélie Poulain (Tautou), uma jovem solitária que, certo dia, encontra em seu apartamento uma caixinha contendo diversos brinquedos que foi escondida por um garoto que morou ali há várias décadas. Sem ter muitos propósitos na vida, a moça resolve devolver o objeto para seu dono e, sentindo-se recompensada pela reação deste, decide solucionar os problemas de todas as pessoas com quem convive.

No entanto, suas estratégias jamais se aproximam do óbvio e, com isso, ela bola planos complicadíssimos que muitas vezes (mas não sempre) funcionam melhor do que uma conversa franca (a maneira que ela encontra para estimular o pai a viajar é uma das melhores coisas do filme).

O que Amélie parece compreender muito bem é que, de modo geral, são os pequenos detalhes que determinam o grau de satisfação com que levamos nossas vidas: prazeres rotineiros ou contratempos triviais quase sempre definem aquilo que costumamos julgar como sendo um `bom` ou um `mau` dia.

Da mesma forma, são nossas preferências mais sutis que, de um jeito ou de outro, acabam servindo como indícios de nosso caráter – e o filme acerta em cheio ao apresentar alguns de seus personagens através daquilo que eles gostam ou não: uma vizinha de Amélie gosta de ouvir o barulho da tigela de leite batendo no azulejo do chão de sua cozinha; e a heroína adora ver a expressão das pessoas em uma sala de cinema.

São observações como estas que demonstram algo que fica claro ao longo da projeção: os realizadores de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain apreciam verdadeiramente as particularidades da natureza humana e, portanto, analisam com sensibilidade os efeitos que certos acontecimentos (como a morte ou o término de um relacionamento) exercem sobre as pessoas. Além disso, o filme consegue conferir beleza aos atos mais simples, como no momento em que um personagem cata alguns grãos de açúcar que se encontram sobre a mesa.

Porém, ao contrário do que muitos poderiam imaginar a partir das constatações acima, Amélie jamais se torna um filme maçante. Ao contrário: caso tivesse sido produzido por Hollywood, vários críticos não hesitariam em classificá-lo como uma produção `comercial`, já que funciona também como um passatempo descompromissado, repleto de tiradas divertidíssimas.

Boa parte da responsabilidade por este sucesso cabe, é claro, ao roteiro de Laurant, mas isso não quer dizer que o excepcional trabalho do cineasta Jean-Pierre Jeunet deve ser relegado a um segundo plano: associados à belíssima fotografia de Bruno Delbonnel, os enquadramentos e movimentos de câmera criados pelo diretor conferem grande fluidez e dinamismo ao filme, tornando a experiência ainda mais alucinante (e quando digo `alucinante`, estou sendo quase literal, já que as reflexões dos personagens vistos no filme acontecem, em alguns casos, como incríveis delírios visuais).

Como se não bastasse, Jeunet faz uma sutil referência ao maravilhoso Delicatessen, que co-dirigiu ao lado de Marc Caro em 1991, ao mostrar a interferência de um `encontro sexual` sobre os objetos espalhados na lanchonete em que a protagonista trabalha. Enquanto isso, Audrey Tautou cria uma Amélie absolutamente adorável, que está sempre vendo o mundo com olhos arregalados de admiração... e preocupação.

Amélie não é apenas uma jovem sonhadora e sensível – ela também é uma moça solitária que, é importante dizer, encontra em suas missões uma forma de preencher o vazio de sua própria existência, o que a transforma em uma personagem ainda mais interessante (aliás, durante os créditos iniciais podemos ver algumas de suas brincadeiras durante a infância, o que aumenta ainda mais nossa proximidade com a moça). Assim, à medida em que a história se desenvolve, Amélie se torna cada vez mais `real` – e passamos a compreender melhor sua filosofia de vida.